Dossiê Kiyoshi Kurosawa

Reprodução: IMDb

A Cura (1997)

Avaliação: 4.5 de 5.

“‘Cure’ é excepcional. São poucos filmes que captaram tanto meu interesse e minha curiosidade, e de maneira tão cativante, desde o primeiro minuto. Toda a atmosfera, a mixagem de som, a fotografia, e principalmente o roteiro espetacular, realizado por uma direção invejável, tornam este filme uma experiência absolutamente imperdível. Um terror psicológico por excelência, nada na sua narrativa ou no seu terror é muito explícito. Mesmo a maior parte das mortes são sugeridas. Kyoshi Kurosawa tanto mexe com o nosso psicológico, com perguntas difíceis e perturbadoras, quanto deixa muitas lacunas abertas, para que nós as preenchamos com nossas próprias mentes, o que muitas vezes é mais assustador do que qualquer coisa que ele poderia nos mostrar em tela.

O terror está na nossa mente. E este filme a hipnotiza”.


Kairo (2001)

Avaliação: 3.5 de 5.

“No ano de 2006, o filme ‘Pulse’ foi lançado nos Estados Unidos. Dirigido por Jim Sonzero e roteirizado por Wes Craven e Ray Wright, Pulse é um remake do longa-metragem japonês ‘Kairo’, dirigido por Kiyoshi Kurosawa seis anos antes, no ano 2000. Mesmo que os filmes tenham histórias e temas similares, relacionados principalmente com tecnologia e fantasmas, as execuções são bastante diferentes entre si, o que abre espaço para várias análises possíveis”.


Crimes obscuros (2006)

Avaliação: 4 de 5.

“Assim, ‘Crimes obscuros’ é mais um acerto na impecável filmografia desse diretor. Explorando temas e situações não muito diferentes de seus outros filmes, o longa ainda assim consegue trazer um roteiro original e bem escrito, e que ao mesmo tempo traz consigo todas as qualidades e acertos dos outros trabalhos de Kurosawa. Isso inclui uma fotografia e direção excelentes, uma atmosfera medonha, e uma preocupação com a construção da trama, dos mistérios e das personagens, que é, no fundo, o que torna esse e os outros filmes do diretor tão bons e efetivos quanto ao seu terror. Simplesmente, aterrorizante e excepcional”.


Sonata de Tóquio (2008)

Avaliação: 4 de 5.

“De novo, é difícil escrever sobre esse filme sem entrar muito em detalhes, ou sem ser um pouco superficial. Por respeito àqueles que ainda não assistiram ao longa, decidi pela segunda opção. Basta dizer, então, que ‘Sonata de Tóquio’ funciona de maneira extraordinária. Com direção e fotografia invejáveis, o filme consegue construir cenas belíssimas e inesquecíveis, mas que não seriam nada sem a humanidade que o roteiro dá às suas personagens. O coração do filme está em como elas evoluem durante a trama, e como as diferentes adversidades conseguem unir essa família, dos jeitos mais inesperados. Essa obra, recheada de sutilezas e de críticas sociais, com certeza tem seu espaço entre meus filmes favoritos de Kiyoshi Kurosawa, e consegue mostrar bem as suas imensas qualidades como diretor e roteirista. Imperdível”.


Creepy (2016)

Avaliação: 3.5 de 5.

“Misterioso e aterrorizante, ‘Creepy’ é um ótimo filme. E mais um na excelente filmografia de Kiyoshi Kurosawa. Assim como no texto sobre ‘Sonata de Tóquio’, preferi pecar pela falta, para não dar spoilers e estragar a experiência de quem quiser assistir ao filme. Basta dizer que este longa conta com uma excelente fotografia e uma direção experiente, que, juntos transformam essa história em algo realmente assustador, com personagens interessantes e bem construídos, e um roteiro inteligente, que leva a sua audiência a sério. E mesmo que o filme tenha sim certos tropeços no seu último ato, ele consegue se manter bastante consistente e equilibrado, sempre tendo em conta o que o público sabe, e o que é deixado como mistério.

Só não assista com os seus vizinhos”.


A Mulher de um espião (2020)

Avaliação: 4 de 5.

“Mas, fora a estética mais ‘televisiva’, que mais distrai do que é realmente um problema, e alguns tropeços no desenvolvimento da protagonista, este é sim um bom filme, que mostra mais uma excelente direção de Kurosawa, que aqui foge um pouco das temáticas mais comuns em seus filmes de terror. A personagem principal, que é o centro de toda a narrativa, acaba sendo o centro também de muitas das qualidades e dos problemas dessa história. Ao mesmo tempo que sua personagem é muito interessante naquilo em que ela evolui gradualmente, ela também tem certas viradas bruscas que, mesmo não atrapalhando propriamente a história, ainda assim criam um estranhamento. De qualquer forma, o filme ainda consegue nos investir na sua narrativa, e nos conduzir a um final inesperado, tudo isso com uma fotografia e uma direção excelentes”.


Chime (2024)

Avaliação: 3.5 de 5.

“Enfim, é um filme muito bem dirigido, com temas queridos a esse diretor. O que mais eu poderia querer?”


O Fim da viagem, o começo de tudo (2019)

Avaliação: 3.5 de 5.

(Em breve)